Tenho observado a movimentação um torno da distribuição de água mineral em nossa cidade. Sei que a fiscalização aos distribuidores é satisfatória e regras ainda precisam ser esclarecidas. Temos necessidade deste produto, principalmente nestes dias de intenso calor, mas não devemos deixar que a qualidade da água fornecida esteja abaixo dos padrões recomendados pelos técnicos em vigilância sanatária.
Minha preocupação é com a fiscalização nas empresas que envasam o produto nas bombonas de 20 litros. Não tenho conhecimento se há ou não uma fiscalização nestas empresas. Há poucos dias comprei uma destas bombonas de uma empresa envasadora da zona zul de Porto Alegre e dentro tinha uma espécie de minhoca marrom ainda viva. Óbviamente perdi todo o produto, pois o distribuidor onde comprei a bombona com água, se negou a trocar a bombona alegando que a mesma já estava aberta.
Fica aqui um alerta sobre isso!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
PF abre inquérito para investigar licitações de programa do governo Fogaça
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as licitações do Programa Integrado Sócio-Ambiental da Prefeitura de Porto Alegre. O superintendente da PF no Rio Grande do Sul, delegado Ildo Gasparetto, confirmou hoje, em entrevista à rádio CBN, que o inquérito foi aberto dia 24 de dezembro. A CPI da Corrupção revelou indícios de irregularidades em licitações de obras do programa que envolve recursos da ordem de R$ 586 milhões.
Segundo apontou a presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT), licitações teriam sido direcionadas e obras divididas para beneficiar integrantes do esquema. Investigações preliminares teriam descoberto indícios de combinação prévia de valores e empresas vencedoras das licitações. Um grupo de empresários teria tido acesso aos projetos meses antes do lançamento das respectivas licitações. O superfaturamento envolvendo apenas um lote do projeto já seria maior do que a fraude no Detran, chegando a cerca de R$ 61 milhões. Uma conversa gravada revelaria que a pauta de uma reunião entre um secretário do município e empreiteiras seria o “combinado com o lado de lá” e que 1,25% iria para o “PM”.
Outras gravações mostraram articulações entre empresários e o secretário municipal da Fazenda de Porto Alegre, Cristiano Tatsch. Desde janeiro de 2008, um mês antes do primeiro lançamento do edital do Socioambiental, Cristiano Tatsch conversava sobre detalhes do processo licitatório com Marco Antônio Camino, da MAC Engenharia.
Fonte: Marco Weissheimer
Segundo apontou a presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT), licitações teriam sido direcionadas e obras divididas para beneficiar integrantes do esquema. Investigações preliminares teriam descoberto indícios de combinação prévia de valores e empresas vencedoras das licitações. Um grupo de empresários teria tido acesso aos projetos meses antes do lançamento das respectivas licitações. O superfaturamento envolvendo apenas um lote do projeto já seria maior do que a fraude no Detran, chegando a cerca de R$ 61 milhões. Uma conversa gravada revelaria que a pauta de uma reunião entre um secretário do município e empreiteiras seria o “combinado com o lado de lá” e que 1,25% iria para o “PM”.
Outras gravações mostraram articulações entre empresários e o secretário municipal da Fazenda de Porto Alegre, Cristiano Tatsch. Desde janeiro de 2008, um mês antes do primeiro lançamento do edital do Socioambiental, Cristiano Tatsch conversava sobre detalhes do processo licitatório com Marco Antônio Camino, da MAC Engenharia.
Fonte: Marco Weissheimer
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Substituídos 149 pontos de iluminação na Capital
Apesar da chuva, a etapa de eficientização do projeto Porto Alegre + Luz, que teve início nesta quarta-feira, já resultou na substituição de 149 pontos de iluminação da Capital. Durante a tarde de hoje, 15, cinco equipes trabalharam na troca das lâmpadas de vapor mercúrio por lâmpadas de vapor de sódio.
O projeto contemplará todo o parque de iluminação da cidade, com a substituição dos 80,5 pontos de iluminação. A nova tecnologia proporcionará uma economia de 30% no gasto com energia e até o dobro de eficiência. Conforme o secretário municipal de Obras e Viação, Maurício Dziedricki, a iniciativa da prefeitura garantirá nova maior segurança para as ruas da cidade. “É uma proposta inovadora que qualifica a iluminação, resultando em maior eficiência e atenção com o cidadão", afirmou.
Pontos eficientizados
Avenida Nilo Wolff - 57 luminárias
Rua General Salustiano e Avenida Washington Luiz – 22 luminárias
Rua Santos Dumont – 31 luminárias
Rua Minas Gerais – 23 luminárias
Avenida Gaspar Martins - 16 luminárias
Fonte: Comunicação Social PMPA
O projeto contemplará todo o parque de iluminação da cidade, com a substituição dos 80,5 pontos de iluminação. A nova tecnologia proporcionará uma economia de 30% no gasto com energia e até o dobro de eficiência. Conforme o secretário municipal de Obras e Viação, Maurício Dziedricki, a iniciativa da prefeitura garantirá nova maior segurança para as ruas da cidade. “É uma proposta inovadora que qualifica a iluminação, resultando em maior eficiência e atenção com o cidadão", afirmou.
Pontos eficientizados
Avenida Nilo Wolff - 57 luminárias
Rua General Salustiano e Avenida Washington Luiz – 22 luminárias
Rua Santos Dumont – 31 luminárias
Rua Minas Gerais – 23 luminárias
Avenida Gaspar Martins - 16 luminárias
Fonte: Comunicação Social PMPA
terça-feira, 29 de setembro de 2009
EPTC revitalizou 163 faixas de pedestre em setembro
Desde o início do mês de setembro, quando começou a campanha de educação para o trânsito de Porto Alegre, que propõe um novo sinal, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) já realizou a pintura de 163 faixas de pedestres. A campanha deixa claro para a população que o local de fazer uma travessia segura é a faixa de pedestre, por essa razão, a EPTC vem revitalizando a pintura das faixas em toda a cidade.
Cerca de vinte faixas de segurança são pintadas por dia, por cinco equipes de pintura da EPTC. Os pedidos da população são encaminhados para o Disque Faixa, através do número 3289-4444, pelo site da campanha www.novosinal.com.br e cartas endereçadas ao Atendimento ao Cidadão da EPTC (av. Érico Veríssimo, 5).
A prioridade para atendimento dos pedidos são as faixas que estão próximas às escolas e vias de intenso fluxo de veículos. Desde de julho deste ano, já foram revitalizadas e/ou implantadas 745 faixas de pedestre na Capital. “Os números poderiam ser maiores, mas tivemos diversos dias de chuva que prejudicaram nosso trabalho diário”, afirmou José Luiz Cafarate, gerente de mobiliário e sinalização da EPTC.
O trabalho diário de pintura continua nas cerca de seis mil faixas existentes em todo o município.
Fonte: Comunicação Social - PMPA
Cerca de vinte faixas de segurança são pintadas por dia, por cinco equipes de pintura da EPTC. Os pedidos da população são encaminhados para o Disque Faixa, através do número 3289-4444, pelo site da campanha www.novosinal.com.br e cartas endereçadas ao Atendimento ao Cidadão da EPTC (av. Érico Veríssimo, 5).
A prioridade para atendimento dos pedidos são as faixas que estão próximas às escolas e vias de intenso fluxo de veículos. Desde de julho deste ano, já foram revitalizadas e/ou implantadas 745 faixas de pedestre na Capital. “Os números poderiam ser maiores, mas tivemos diversos dias de chuva que prejudicaram nosso trabalho diário”, afirmou José Luiz Cafarate, gerente de mobiliário e sinalização da EPTC.
O trabalho diário de pintura continua nas cerca de seis mil faixas existentes em todo o município.
Fonte: Comunicação Social - PMPA
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Revitalização do Cais Mauá
Estou atento ao projeto de revitalização do Cais Mauá, ouvindo os pareceres de diversos segmentos associativos da cidade.
No projeto (http://www.camarapoa.rs.gov.br/default.htm) tem um parágrafo que me fez suar frio:
"Essas três subunidades (2, 4 e 5) poderão ter atividade mista de nível 3, sendo permitido residências e equipamento para entretenimento noturno sem limitação de porte. Serão proibidos templos, locais de culto, comércio atacadista e Serviços de Interferência Ambiental de Nível 3 (depósito ou posto de revenda de gás; minérios, metais, resinas, plásticos, borrachas; alimentos armazenados em câmaras frigoríficas)."
Ora, se o Cais pertence a população, porque será permitido residências no local?
Eu não quero ningém morando lá!
Conforme vereadora Maria Celeste (PT), a proposta possui uma série de imperfeições que deverão ser corrigidas através de emendas dos parlamentares ou sugeridas por representações da sociedade civil. “Somos favoráveis à revitalização do Cais desde que seja respeitado o uso público da Orla do Guaíba, mas não aceitaremos o uso residencial de toda a extensão da Orla conforme está previsto na proposta”, ressaltou. Celeste lembrou também ser preciso que o Executivo envie para a Câmara o detalhamento do projeto, fazendo a sua integração ao projeto da revitalização do centro.
Vamos ter um grande debate pela frente, mas se nos organizarmos, poderemos ter um grande Cais Mauá.
No projeto (http://www.camarapoa.rs.gov.br/default.htm) tem um parágrafo que me fez suar frio:
"Essas três subunidades (2, 4 e 5) poderão ter atividade mista de nível 3, sendo permitido residências e equipamento para entretenimento noturno sem limitação de porte. Serão proibidos templos, locais de culto, comércio atacadista e Serviços de Interferência Ambiental de Nível 3 (depósito ou posto de revenda de gás; minérios, metais, resinas, plásticos, borrachas; alimentos armazenados em câmaras frigoríficas)."
Ora, se o Cais pertence a população, porque será permitido residências no local?
Eu não quero ningém morando lá!
Conforme vereadora Maria Celeste (PT), a proposta possui uma série de imperfeições que deverão ser corrigidas através de emendas dos parlamentares ou sugeridas por representações da sociedade civil. “Somos favoráveis à revitalização do Cais desde que seja respeitado o uso público da Orla do Guaíba, mas não aceitaremos o uso residencial de toda a extensão da Orla conforme está previsto na proposta”, ressaltou. Celeste lembrou também ser preciso que o Executivo envie para a Câmara o detalhamento do projeto, fazendo a sua integração ao projeto da revitalização do centro.
Vamos ter um grande debate pela frente, mas se nos organizarmos, poderemos ter um grande Cais Mauá.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Apoio total a Ver. Fernanda Melchionna
A vereadora de Porto Alegre Fernanda Melchionna protestou na tribuna da Câmara Municipal nesta quarta-feira, 16, contra a emenda proposta pelo vereador Nelcir Tessaro (PTB) ao regimento interno da Casa. Tessaro propõe que as vereadoras mulheres utilizem traje social no plenário.
Fernanda subiu à tribuna usando jeans, camisa e blazer e afirmou que considera a discussão sobre as vestimentas um debate de desocupados. “Isso é assunto dos que não têm preocupações com a cidade de Porto Alegre, que não acompanham a política, de fato, e não usam seu mandato para resolver os problemas do povo”, afirmou. “Para tranquilizar alguns vereadores, aqui está a gravata”, protestou, vestindo uma gravata na tribuna.
“Se para resolver os problemas do povo, da vila Santa Rosa, que só tem um médico, dos camelôs ou das ilhas, é preciso usar gravata, então eu virei de gravata todos os dias”, provocou. Para a vereadora não é a gravata que resolve o problema: “As instituições da República estão cheias de gente que usam gravatas, que são justamente os que roubam dinheiro público e que estão cada vez mais distantes dos problemas do povo.”
Fonte: Blog da Dep. Luciana Genro
Fernanda subiu à tribuna usando jeans, camisa e blazer e afirmou que considera a discussão sobre as vestimentas um debate de desocupados. “Isso é assunto dos que não têm preocupações com a cidade de Porto Alegre, que não acompanham a política, de fato, e não usam seu mandato para resolver os problemas do povo”, afirmou. “Para tranquilizar alguns vereadores, aqui está a gravata”, protestou, vestindo uma gravata na tribuna.
“Se para resolver os problemas do povo, da vila Santa Rosa, que só tem um médico, dos camelôs ou das ilhas, é preciso usar gravata, então eu virei de gravata todos os dias”, provocou. Para a vereadora não é a gravata que resolve o problema: “As instituições da República estão cheias de gente que usam gravatas, que são justamente os que roubam dinheiro público e que estão cada vez mais distantes dos problemas do povo.”
Fonte: Blog da Dep. Luciana Genro
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Solidariedade a Prof. Maria Denise
Prezados colegas,
Cada um de nós professores, diretores, trabalhadores em educação, conhecemos muito bem as dificuldades do dia-a-dia no chão da escola. São inúmeros os desgastes físicos, emocionais, psicológicos, pessoais e materiais. E, é praticamente um consenso, a falta de apoio de governantes e da sociedade. Somos uma categoria profissional que enfrenta todas as mazelas de uma sociedade desigual, que suga até a medula do trabalhador em benefício de uns poucos privilegiados.Administrar uma escola pública, por menor que seja, não é uma tarefa para qualquer um. Não basta ser honesto e diligente, conhecer a legislação e as teorias e métodos pedagógicos. É preciso, sobretudo, ter coragem para enfrentar uma realidade de sucateamento dos serviços públicos em geral e da escola em particular. Já é, infelizmente, uma tradição as quermesses, os bingos, as rifas, a correria das diretoras e diretores "passando o pires" junto a empresas e à comunidade para levantar uns trocados que permitam manter a escola minimamente em condições de atender os estudantes. É comum saber-se de professoras que compram giz, papel, etc., com recursos tirados dos seus minguados salários. Coisas que os governos, em todas as esferas deveriam fazer e não fazem!Além disto, somos psicólogos, terapeutas, pais, mães, segurança e, se sobrar tempo, professores.Lendo os jornais de 22 e 23 do corrente, mais uma vez assistimos o ataque covarde desfechado contra mais uma professora. A "bola da vez" é a professora Maria Denise Bandeira, vice diretora da Escola Estadual de Ensino Médio Barão de Lucena. O motivo? A professora fez um aluno pintar as paredes das salas de aula por ele pichadas. A escola recém havia sido pintada em regime de mutirão pela comunidade. Sim, porque se fosse esperar pela mantenedora... E o adolescente, como seu pai afirmou aos jornais, "só escreveu o nome dele na parede da sala de aula". Será que esse garoto costuma escrever o nomezinho dele nas paredes da sala de casa? Nas paredes do quarto dos pais?E, agora, a professora é apontada como a errada na história. Fica claro, pela matéria de Zero Hora, a pressão para que a 28.ª CRE aplique uma ADVERTÊNCIA (!!!) à professora porque ela teria "humilhado" o escriba. A pressão é tamanha que a própria professora acaba admitindo que se excedeu ao chamar o rapazinho de "bobo da corte". Os "especialistas" de sempre, que ficam com o traseiro sentado nos gabinetes elucubrando teorias pedagógicas no mais das vezes absurdamente distantes da realidade concreta da escola, na sua maioria, opinam pelo "excesso" cometido pela professora.Francamente, assisti o vídeo e não consigo ver razão para tamanha celeuma, a não ser na intenção de, mais uma vez, "criminalizar" uma professora que procura fazer um pouco daquilo que muitos pais não fazem, porque não querem ou porque estão impotentes diante de certas tiranias adolescentes: IMPOR LIMITES! IMPOR RESPEITO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO!O "bobo da corte", escrito assim, destacado do contexto (assistam o vídeo em www.zerohora.com) em que foi dito pode parecer um excesso da professora. Como sempre faz, a mídia descontextualiza para manipular. E, claro, alguns pais aproveitam para fazer média com seus filhos. Tentam suprir com panos quentes o carinho e o pulso firme que falta no cotidiano.Assim, proponho que todas as escolas do estado, todos os trabalhadores em educação, o CPERS, enviem e-mails, telefonem para a SE, para a 28.ª CRE e se solidarizem com a colega Maria Denise. Não podemos permitir que quem defende o patrimônio público mantido a duras penas - não esqueçam que a professora participou com a comunidade em um muitrão em pleno feriadão de 7 de setembro, quando poderia estar descansando e desfrutando do convívio com a família !!! - seja punido para satisfazer a pressão da mídia que gosta muito de falar em nosso nome, em nome da sociedade.
RUY GUIMARÃES
Professor de História
Diretor da E.E.E.M. Padre Reus
Conselheiro 1/1000 do CPERS-Sindicato
Texto extraido do Blog do Ver. Adeli Sell
Cada um de nós professores, diretores, trabalhadores em educação, conhecemos muito bem as dificuldades do dia-a-dia no chão da escola. São inúmeros os desgastes físicos, emocionais, psicológicos, pessoais e materiais. E, é praticamente um consenso, a falta de apoio de governantes e da sociedade. Somos uma categoria profissional que enfrenta todas as mazelas de uma sociedade desigual, que suga até a medula do trabalhador em benefício de uns poucos privilegiados.Administrar uma escola pública, por menor que seja, não é uma tarefa para qualquer um. Não basta ser honesto e diligente, conhecer a legislação e as teorias e métodos pedagógicos. É preciso, sobretudo, ter coragem para enfrentar uma realidade de sucateamento dos serviços públicos em geral e da escola em particular. Já é, infelizmente, uma tradição as quermesses, os bingos, as rifas, a correria das diretoras e diretores "passando o pires" junto a empresas e à comunidade para levantar uns trocados que permitam manter a escola minimamente em condições de atender os estudantes. É comum saber-se de professoras que compram giz, papel, etc., com recursos tirados dos seus minguados salários. Coisas que os governos, em todas as esferas deveriam fazer e não fazem!Além disto, somos psicólogos, terapeutas, pais, mães, segurança e, se sobrar tempo, professores.Lendo os jornais de 22 e 23 do corrente, mais uma vez assistimos o ataque covarde desfechado contra mais uma professora. A "bola da vez" é a professora Maria Denise Bandeira, vice diretora da Escola Estadual de Ensino Médio Barão de Lucena. O motivo? A professora fez um aluno pintar as paredes das salas de aula por ele pichadas. A escola recém havia sido pintada em regime de mutirão pela comunidade. Sim, porque se fosse esperar pela mantenedora... E o adolescente, como seu pai afirmou aos jornais, "só escreveu o nome dele na parede da sala de aula". Será que esse garoto costuma escrever o nomezinho dele nas paredes da sala de casa? Nas paredes do quarto dos pais?E, agora, a professora é apontada como a errada na história. Fica claro, pela matéria de Zero Hora, a pressão para que a 28.ª CRE aplique uma ADVERTÊNCIA (!!!) à professora porque ela teria "humilhado" o escriba. A pressão é tamanha que a própria professora acaba admitindo que se excedeu ao chamar o rapazinho de "bobo da corte". Os "especialistas" de sempre, que ficam com o traseiro sentado nos gabinetes elucubrando teorias pedagógicas no mais das vezes absurdamente distantes da realidade concreta da escola, na sua maioria, opinam pelo "excesso" cometido pela professora.Francamente, assisti o vídeo e não consigo ver razão para tamanha celeuma, a não ser na intenção de, mais uma vez, "criminalizar" uma professora que procura fazer um pouco daquilo que muitos pais não fazem, porque não querem ou porque estão impotentes diante de certas tiranias adolescentes: IMPOR LIMITES! IMPOR RESPEITO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO!O "bobo da corte", escrito assim, destacado do contexto (assistam o vídeo em www.zerohora.com) em que foi dito pode parecer um excesso da professora. Como sempre faz, a mídia descontextualiza para manipular. E, claro, alguns pais aproveitam para fazer média com seus filhos. Tentam suprir com panos quentes o carinho e o pulso firme que falta no cotidiano.Assim, proponho que todas as escolas do estado, todos os trabalhadores em educação, o CPERS, enviem e-mails, telefonem para a SE, para a 28.ª CRE e se solidarizem com a colega Maria Denise. Não podemos permitir que quem defende o patrimônio público mantido a duras penas - não esqueçam que a professora participou com a comunidade em um muitrão em pleno feriadão de 7 de setembro, quando poderia estar descansando e desfrutando do convívio com a família !!! - seja punido para satisfazer a pressão da mídia que gosta muito de falar em nosso nome, em nome da sociedade.
RUY GUIMARÃES
Professor de História
Diretor da E.E.E.M. Padre Reus
Conselheiro 1/1000 do CPERS-Sindicato
Texto extraido do Blog do Ver. Adeli Sell
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